Eu vou fundo, eu me afundo,
Eu me escondo desse mundo.
No oceano eu me procuro,
E, acima de tudo, sou procurada.
Talvez não procurem a mim,
Mas procurem minha vida.
Eu vou até a superfície, e respiro.
Então, afundo mais uma vez,
Sem vontade,
Sem vida.
Dói, em mim, não ter o que sentir.
Será que perdi minha vida?
Eu não choro, não rio
Não sei e sei demais
E o que eu sei que não sei
Talvez seja o que eu deveria saber.
Será? Será?
Onde esqueci minha vida?
Eu escuto, chamam meu nome.
Estou tentando achar minha vida.
Sussurram no meu ouvido o que eu não posso ouvir
E me forçam a nadar.
Só posso nadar, e respirar...
Eu subo à superfície e não vejo ninguém.
Eu não sinto nada, sou uma sinestesia.
Eu amo por não ter mais a quem amar,
Sem ter a quem ter.
Não sou, mas vivo.
Eu vivo... Sem vida.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
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